Mostrar mensagens com a etiqueta Videos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Videos. Mostrar todas as mensagens

José dos Santos Ferreira (Adé)

     José Inocêncio dos Santos Ferreira, mais conhecido por "Adé", dedicou grande parte da sua vida à divulgação do crioulo macaense, o patuá. Entre outras actividades, foi um grande amante do desporto, organizou e dirigiu campeonatos e torneios de diferentes modalidades, foi fundador e dirigente do Hoquei Clube de Macau, Associação de futebol de Macau e Conselho de Desportos.
     Colaborou na generalidade dos jornais portugueses editados em Macau, e ainda no “China Mail” de Hong Kong e na Agência “Associated Press”.      Mas é a sua faceta ligada à divulgação do patuá que nos importa realçar aqui.
     Deixou uma vasta obra composta de poemas, peças de teatro, livros, programas radiofónicos, canções, récitas e operetas em patuá, que também ensaiou e dirigiu.      Macau Sã Assi e Aqui Bobo, com letra de sua autoria, constituem autênticos hinos, cantados nas festas do PCB.
Fotografia: cortesia de António Lobo da Silva

Rigoberto do Rosário Jr. (Api)

Nome artístico: Api Rosário
Nome real: Rigoberto do Rosário Jr.
Naturalidade: Macau, 1949.

Instrumentos: Guitarra, baixo, bateria, teclados, ukelele, cavaquinho e gaita.
Aulas de música: Colégio D. Bosco (3 anos durante a década dos 1950) e Escola de Música do Sindicato dos Músicos Filipinos de HongKong (década de 1970).

Bandas: (Ásia) The Colorful Diamonds, The Balck Cats, The Thundres, Jimmy’s Trio e Shutlooks. (Brasil) Orpheu’s Quartet, D’showbiz, Oswaldo Sandoli e sua orquestra e como solista (one-man-band).
Composições gravadas em discos: She’s in HongKong, A minha tristeza, Look at my eyes, My love is a dream, I won´t say goodbye, Macau, Namorado ciumento, My little boy e Goodbye my friend.

Discos: She’s in HongKong (1967), Look at my eyes (1969), Summer Fun (1970) e Macau (1971).

Locais de apresentações: Festas particulares, feiras/exposições, clubes sociais, teatros, hotéis, casas nocturna, Tvs, rádios, shopping malls, restaurantes, pubs e estádios desportivos.
Números de espectadores (shows ao vivo): 2 a 50.000. Tvs e rádios (sem pesquisas).
O gosto pela música foi influenciado pelo seu avô materno, que foi flautista da orquestra filarmónica do Dr. Pedro Lobo (Macau). Aos 6 anos de idade, frequentava os ensaios da orquestra, que eram realizados na residência do radialista Johnny Álvares ou no Teatro D. Pedro V, nas vésperas dos concertos. Apaixonou-se pelo trombone, e "fabricou" manualmente o seu próprio. Era composto de um chuveiro e alguns canos velhos da casa, que acabara de trocar pelo "técnico" ambulante "Hu-Wot".
Quando recebeu de presente um ukelele, abandonou o velho "trombone", e começou a imitar o Elvis Presley, que começava a sua fama na Ásia também.
O seu avô materno faleceu repentinamente, e isso causou-lhe um choque aos seus 11 anos de idade. Como ditavam os antigos costumes de Macau, ficou de luto com a restante família por um longo período. Sem cinemas e outros poucos entretenimentos da época economizou o dinheiro que recebia dos pais, semanalmente, até ter o suficiente para comprar a sua primeira guitarra acústica.
Aprendeu os primeiros acordes com alguns "professores" amigos e por meio de livros.
Participou na primeira formação do conjunto "The Colorful Diamonds" (1963), que teve a primeira apresentação pública no Colégio Santa Rosa de Lima (Macau) no mesmo ano.
Aos 14 anos de idade, cantou publicamente pela primeira vez, uma canção que lhe rendeu a coragem na qualidade de cantor-solista. Aos 15 anos, a sua primeira composição "A minha tristeza", foi apresentada no II Festival de Música de Macau, realizado no Teatro Cheng Peng classificando-se no segundo lugar.
Durante os acontecimentos do 1-2-3, actuava no Hotel Estoril (Macau) com o conjunto The Thunders. Como havia a lei marcial, teve um público de apenas um casal-hóspede do hotel. Foi a menor plateia que teve durante toda a sua carreira de músico.
Tentou, com os Thunders, outros dois festivais realizados em HongKong, conseguindo a primeira classificação na TVB (Star Show), que lhes deu o direito à gravação de um disco comercial na EMI-Columbia-HK. A sua composição "She´s in HongKong", vencedora do festival, tornou-se num hit nas TVs e rádios de HongKong e Macau, além de ter sido campeão de vendas da EMI naquela época. Com esse resultado, o gerente-geral da EMI (Robert Ascott), aprovou imediatamente as gravações de outros 3 discos.
Com a separação dos Thunders em HongKong, trabalhou com o Jimmy’s Trio e Shutlooks, até à sua emigração para o Brasil (1974).
Ao chegar no Brasil, enfrentou os primeiros dois anos com muitas dificuldades, por não conhecer ninguém ligado ao showbusiness. Foram muitas as decepções, até chegar ao ponto de querer vender a sua guitarra que trouxera na bagagem.
Deixou os seus planos de ser músico no Brasil e começou a trabalhar na aviação, como balconista-vendedor numa das lojas da companhia aérea Varig.
Um dia, apareceu na loja um dos músicos brasileiros que ele tinha conhecido em HongKong e foi o recomeço da sua carreira musical. Este músico regressava recentemente da Europa com uma banda e necessitava de um guitarrista e cantor para músicas norte-americanas. Após uma entrevista e "exame", foi admitido no Orpheu’s Quartet. Além das canções norte-americanas, havia o Samba obrigatoriamente. Como fazer, se ele nunca tocou este ritmo antes? Com auxílio dos novos colegas, lá resolveu o "problema".
Outro obstáculo inesperado. Para trabalhar como músico no Brasil, necessitava de uma licença da Ordem dos Músicos do Brasil. E para  isso, teria de fazer um exame que consistia na leitura de partituras. O Api enfrentou esta etapa com bastante facilidade, graças às aulas que teve no Colégio D. Bosco de Macau e da Escola de Música do Sindicato de Músicos Filipinos em HongKong.
Foram vários anos de trabalho com o Orpheu's Quartet, a começar pelo Happy Hour nos bares de hotéis em São Paulo até viagens para muitas cidades brasileiras, rádios e TVs.
Após o término do quarteto,  foi contratado pela orquestra do Oswaldo Sandoli, que era composta de 28 músicos. Foi aí que ele expôs o seu estilo de jazz (Tony Bennett e Frank Sinatra), que agradou muito ao público adulto da época. As viagens continuaram até que resolveu formar o seu próprio conjunto musical D’ Showbiz, especializado na música dos anos 60 e 70. Estava na moda.
Como surgiram muitas bandas novas na época, isso causou um declínio de preços, além da crise financeira dos anos 80. Afastou-se do cenário para "ver e esperar".
Em 2000, o conjunto Thunders juntou-se novamente, por lazer. Resultado: Foram contratados para apresentações no Encontro dos Macaenses em 2004 e nos Jogos de Lusofonia 2006, ambos realizados em Macau.
Hoje, ele compõe, toca e grava na sua residência, música para jingles comerciais de rádio e fundo musical para e-books, além de ter mais de 70 composições em português, inglês, chinês e patuá, para serem gravadas futuramente.
 

Carlos Manhão


     Nesta edição apresentamos a Tuna Macaense e o fundador da Associação Musical Tuna Macaense, Carlos da Silva Manhão.

Há mais de um século, existiam em Macau, agrupamentos musicais vulgarmente conhecidos por Tunas. A mais antiga data de 1800 e ficou conhecida por a Tuna Alegria.
As mais populares que existiam eram as Tunas Harmonia Popular, Tuna Águia, Tuna Jusical, Tuna Camélia e Grupos Bragarinhos, entre outros tantos.

Os instrumentos musicais utilizados eram, principalmente, cordofones, destacando-se igualmente as violas e os bandolins. Havia uma tuna infantil, composta por crianças de tenra idade que tocavam harmónica, que era dirigida por uma esbelta e elegante senhora que se chamava Laura Pereira Manhão (Áda).

Por ocasião do Carnaval, as tunas abrilhantavam as inúmeras festas carnavalescas da cidade, nas quais sobressaíam as alegres e populares marchas. Para além de assaltos às casas, nalgumas das quais eram servidos chás gordos, organizavam-se desfiles dos mascarados que circulavam pelas ruas da cidade.

A Tuna Macaense surgiu na década de 1960, com cerca de 30 instrumentos, possivelmente formada por elementos que integravam os diversos conjuntos que, gradualmente se foram extinguindo.

Carlos da Silva Manhão nasceu em Macau em 1950. Filho de pais Macaenses, estudou na Escola Comercial Pedro Nolasco e cedo revelou a sua paixão pela música, principalmente pelas canções das tunas.

Em 1982 fez parte da Tuna Macaense que era formada por nove elementos, Carlos Manhão, António Amante, António Canhota, António Lopes, Alfredo Neves, José Silvestre, Mário Lameiras, Mário Trabuco e Rui Coelho.

Graças à persistência de Carlos Manhão foram conseguidas as instalações provisórias para a Tuna na Pousada de Mong-Há, com o apoio da Direcção dos Serviços de Turismo de Macau (DSTM). Era neste local que decorriam os ensaios e preparativos da Tuna para as suas digressões ao estrangeiro.

Com o apoio da DSTM, esta foi a primeira Tuna a gravar uma cassete composta por onze temas musicais, todos em patuá, com letras da autoria de José dos Santos Ferreira (Adé) e interpretados por Carlos Manhão. Estas canções foram posteriormente reeditadas em disco digital.

Fizeram diversas actuações, uma das quais em Malaca-Singapura quando participaram no Travel Fair 82.

Em Março de 1983, deslocaram-se a Portugal para participarem na Semana de Macau, que teve lugar no Casino de Estoril. Neste evento houve a exibição da comida tradicional Macaense, das danças do leão e do dragão e de danças folclóricas acompanhadas pela Tuna.

A 10 de Junho de 1983, aquando da comemoração do Dia de Portugal (ou Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas), a Tuna foi agraciada com a medalha de Mérito Cultural no Palácio de Governo. Neste dia o Rancho Folclórico de Portugal deslocou-se a Macau para participar no mesmo evento.

Em Setembro de 1984 a Tuna teve a sua participação plena na Noite à portuguesa, realizada na Fortaleza do Monte, tendo actuado por diversas vezes com o seu reportório de música portuguesa.

A Tuna Macaense foi ainda convidada em Novembro do mesmo ano a tocar no Portuguese Food Festival no restaurante Vasco da Gama do Hotel Royal. Marcaram presença, igualmente, em vários eventos.

Actualmente a Tuna Macaense continua muito activa em Macau e os seus elementos foram sendo substituídos ao longo dos anos. Os instrumentos são muito mais sofisticados, como as guitarras eléctricas, o órgão e a bateria, entre outros.


  

Charlie Santos

Nesta edição vamos falar de Charlie Santos

Carlos Alberto da Silva Santos, mais conhecido por Charlie Santos e Canicha para a família e amigos.
Nasceu em Lisboa, filho de pai português (Sr. Arnaldo da Silva Santos) e mãe macaense (D. Maria Quevedo da Silva), terceiro de seis irmãos.
Em 1953 foi viver com os pais em Macau onde frequentou a Escola Infantil, tempos difíceis, não conseguindo comunicar em chinês, tinha uma vida muito solitária.
A sua maior alegria era quando a sua mãe dava uma mãozinha à avó e aos tios no Café/Restaurante Cecília, que era na altura frequentado pelos militares metropolitanos, onde ele podia brincar e falar em português.
Foi também no Cecília que começou a gostar de ouvir o "rock & roll" pois quando se ouviam Elvis, Pat Boone, Paul Anka, Connie Francis, os Platters, e outros mais.
A adolescência já foi bem mais alegre.
Estudou  na Escola Comercial Pedro Nolasco de 1961 a 1966 tendo como "hobbies" preferidos a música pop e a prática desportiva de Hockey em Campo.
No ano de 1966 conheceu o seu primeiro emprego no Hotel/Casino Estoril até ao dia 23 de Dezembro de 1967, altura em que imigrou para o Brasil, a bordo do navio MSV Tjitjalenka.
Quando criança, sonhava em ser um compositor de música "pop", como Paul Anka, Buddy Holly, Neil Sedaka, e outros mais.
Nas férias de Verão de 1963, com um violão adquirido em 3ª mão e com a ajuda de uma velha revista especializada, começou a aprender os primeiros acordes. Alguns meses depois, conhecendo apenas uns poucos acordes, já "inventava" algumas melodias com o violão.
Só em 1968, já no Brasil, finalizou a sua primeira composição, "All I Wanna Do is Cry", vindo finalmente a gravá-la pela 1ª vez em 1992. Também no mesmo ano de 92 compôs e interpretou o hino da Associação da Casa de Macau, intitulado Casa de Macau, uma canção muito apreciada pelas comunidades macaenses espalhadas pelo mundo fora.
Presentemente tem mais de 50 canções pop gravadas em CDs.
Sugerimos uma navegação ao interessante site do Charlie.

17 de Dezembro de 2011

  

24 de Junho, festa de S. João - Dia de Macau.

São João

O Bairro de São Lázaro foi durante dois dias o palco onde se celebrou o São João, santo padroeiro de Macau.



História do “Dia de Macau”

“Quando o padre jesuíta Rho disparou um tiro de canhão e acertou com precisão, um vagão carregado de pólvora pertencente às forças invasoras holandesas, no dia 24 de Junho de 1622, Dia de São João Baptista, iniciava-se a história que originou o DIA DE MACAU:

Oitocentos soldados holandeses desembarcaram na praia de Cacilhas, hoje região do reservatório, para tentar tomar Macau. Sessenta europeus e noventa macaenses tiveram que retroceder das areias de Cacilhas diante da sua inferioridade numérica. Os sinos tocavam insistentemente, as senhoras refugiavam-se em São Paulo e os tesouros foram guardados no Seminário. A cidade do Santo Nome de Deus estava desprotegida. A maior parte dos portugueses viajara para o estrangeiro, comum naquela época do ano. Os holandeses, felizmente, não sabiam disso.

Avançando com cautela, sofreram pesado bombardeio de canhões da cidadela do Monte e um tiro disparado pelo padre jesuíta Rho acertou, em cheio, aquele vagão de pólvora. Isto desconcertou as forças invasoras. Dirigiram-se então ao cume a Ermida da Guia onde foram detidos pelas forças lideradas por Rodrigo Ferreira. O golpe final aos holandeses deu-se com a junção de dois grupos de combate de Macau que os atacaram quando se dirigiam a outra elevação. Em debandada, os holandeses ainda foram atacados pela população local. No combate final em Cacilhas, os holandeses, derrotados, jogaram-se ao mar na tentativa de alcançar os barcos. Muitos se afogaram e um dos barcos, superlotado, afundou-se. Dizem os registos portugueses que cerca de 350 holandeses morreram em combate ou afogados. Do nosso lado, os mortos foram 4 portugueses, 2 espanhóis e vários negros, para uma batalha que durou cerca de duas horas.

Para Macau, desprevenida, a vitória foi considerada um milagre. Após os combates, foram todos à Catedral para uma solene acção de graças, tendo o Senado e os moradores feito votos de comemorar este dia daí em diante, cuja salvação da cidade foi atribuída a São João Baptista. Conta a lenda que pelo seu manto, foram desviados os tiros dos inimigos.

24 DE JUNHO - DIA DE MACAU foi assim instituída para comemorar esta gloriosa vitória.”

Fontes de consulta: "Macau Histórico" de C.A Montalto de Jesus - Livros do Oriente;

Dia do Buda

Dragão embriagado.
As cabeças e caudas do Dragão.
10 de Maio, feriado em Macau.


The Tunders, Macau terra minha.

Macau sã assi...