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ADÉ no Parque dos Poetas em Oeiras

José dos Santos Ferreira – Macau (1919/1993). Popularizado como Adé, nascido e falecido em Macau. Grande parte da vida, dedicou-a à divulgação do dialecto macaense, sendo autor de vasta bibliografia e de récitas, peças de teatro, operetas, etc., que também ensaiava e dirigia.
Durante muitos anos foi colaborador activíssimo de muitos programas de Rádio. Desportista, organizou e dirigiu campeonatos e torneios de diferentes modalidades, foi fundador e dirigente do Hóquei Clube de Macau, Associação de Futebol de Macau e Conselho de Desportos, mais tarde Conselho Provincial de Educação Física, a que presidiu. Colaborou e foi dirigente de várias outras Associações e Clubes Desportivos. Em 1979 foi agraciado pelo Presidente da República Portuguesa com o grau de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique. O Governador de Macau atribuiu-lhe, em 1984, a Medalha de Mérito Cultural.

"Macau nom-têm
unga porçám di ancuxa,
Máx têm su Primavera,
fila quirida di Naturéxa
Co vento quei faxê mimo,
Fula qui sai cherôso
Co cêu axul"

Escultor:
Carlos Marreiros

Origamis

Uma amiga minha fazia trabalhos manuais diversos para passar e fazer render o tempo. Entusiasmei-me na “estrela de Natal” de papel que estava a fazer e, com muito gosto, ensinou-me a fazê-la. Pensei como o papel pode transformar-se em lindas formas de decoração.

Fiz muitas dessas estrelas para decorar a minha casa e para oferecer. Achei que podia diversificar os trabalhos, então fui à Internet e fiquei cativada pelos trabalhos de Origami. Encontrei uma página muito simpática com lindos padrões novos cujas instruções eram muito claras, www.origami-instructions.com De seguida, semanas a fio, esgotei os seus modelos.

Iniciei pesquisas no Youtube para encontrar padrões novas e mais exigentes. Verifiquei que o que aparentemente é difícil e inatingível pode ser ultrapassado com a persistência, força de vontade e auto-confiança. Levava sempre o espírito de esforçar-me o máximo, de ir até o limite das minhas capacidades e de me deixar envolver pela alegria da realização, se falhar nada a censurar. Acho que tinha sido por esse espírito mental que consegui entrar no mundo do Origami. Entrei num concurso on-line organizado por um origamista criador americano e fiquei vencedora de primeira classificada, se bem que concorreram apenas cinco praticantes, rsrsrs. Recebi via postal dos EU o prémio.

O Origami é a arte de dobragem do papel, tradicionalmente é realizada a partir de uma folha quadrada, e, como regra, não se deve usar nem o corte nem a cola, para obter formas belas, inspiradas pela natureza e por vários objectos do quotidiano. É um mundo de modelos, de mera função decorativa a utilitários, como caixas, porta-moedas, porta-cartões, envelopes, marcadores de livros, brinquedos. O origami modular é a junção de várias peças de origami.

Além de arte é uma forma de terapia, com vários benefícios, exercita a criatividade, a memória, o raciocínio e a capacidade de concentração. Hoje conta com adeptos de todo o mundo e a sua aprendizagem é incentivada em escolas e em terapias mentais.

“A verdadeira, elegante e duradoura arte do origami é como um símbolo para a paz mundial” – Akira Yoshizawa (mestre do origami do séc.XX). Regresso sempre ao origami nos momentos em que necessito da paz interior.

Celestina Rocha

"Madame" Maria Manuel Pimenta de Castro Machado

"Estes poemas singelos"

Recordar a mocidade
É voltar a ser criança
E transformar em saudade
O que outrora foi esperança …

Quando leres estas “gracinhas”
Raciocínios e falinhas
Dos teus tempos de petiza,
Sensível, meio-divertida,
Ficarás enternecida
E darás razão à Bisa!

Tu decerto apreciarás
Estes poemas singelos
Que dediquei às Bisnetas …
São eles, como verás,
A Força de doces elos
E de emoções mais concretas!

Acredita que ao escrevê-los
Sorrio dos vossos desvelos
Por vezes tão engraçados,
Inteligentes e belos,
Tão subtis! Tão animados!

Mais tarde compreenderás,
- pois tu sempre foste um ÁS –
Que esta Bisavó velhinha,
Que bendiz vosso amanhã,
Que vos adora e acarinha
… É a vossa maior FÃ ?!!!



Louro, 27 de Abril de 2009


Bisavó Manela

Comê qui cuza?

Por ocasião do Encontro das Comunidades Macaenses, realizado na Região Autónoma de Macau (RAEM)  em Dezembro de 2013, Carlos Alberto Anok Cabral lançou o seu livro de culinária “Comê qui cuza?”.

São receitas caseiras da família apresentadas em português, chinês, inglês e também em lingu maquista, de que destacamos: porco balichão , fula papaia com caranguejo, tacho e  arroz gordo à moda Calito, bem como o famoso “cake” e o bolo de chocolate.

O autor, mais conhecido por CALITO, desde cedo se sentiu apaixonado pela arte de cozinhação e tive o privilégio de provar os seus pratos deliciosos que são sempre confeccionados com muita sabedoria, paciência e dedicação.

Quando vinha de férias a Saiong  e ficava em nossa casa, eu confiava-lhe a tarefa de preparar as refeições para alegria de Todos.
Zinha Xavier Anok
Lembro-me de uma vez ter entrado na cozinha e encontrado o “chef” …. chipi-vem chipi-vai a galinha que estava bem descansada no pyrex enquanto levava a massagem durante quase meia hora ….. e no final  jâ virâ  galinha janota com limão no forno  uidi sabroso qui unga cifrada ta disparecê-ia!

Bom, Calito disse “bom apetite e esperâ qui vosôtro gosta di estunga livro”.
Tia Zinha falâ pa vôs: “uidi gostâ, nádi fazê iou esperâ tantu tempo pa vosotro vem Saiong  cozinhâ pa tudo amigu di PCB, uvi nunca?  Ucho ucho grandi! 

O novo CD do Rigoberto Rosário

O novo CD do nosso amigo Rigoberto do Rosário (Api) pode ser adquirido na Casa de Macau São Paulo, bastando para isso enviar-lhes um mail.

Férias a pintar em Macau



A vitrina do atelier e loja de porcelanas chinesas frente ao cinema Capitol retinha-me sempre que por lá passava para ficar a admirar as peças expostas que, geralmente eram jarras de motivos variados, florais, paisagens "san-soi", divindades, peixes dourados e pagodes.
Era 1973, tinha eu 14 anos e andava no 4º liceal, a minha tia, irmã da minha mãe, trabalhava nessa altura nesse atelier de porcelana chinesa como pintora especialista, chegaram as férias grandes e resolvi tentar concretizar o meu sonho, fui falar com a minha tia para trabalhar com ela durante as férias.
Consegui lugar no atelier nas Três Lanternas. Fiquei deslumbrada quando soube que ia pintar o "mandarim". Os pratos eram previamente cozidos com os desenhos a preto, que continham pêssegos, lótus, pagodes e concerteza mandarins. As cores essenciais na paleta eram verde e rosa. Contavam, também, com castanho, preto, laranja e amarelo. Uma pintura fácil que exigia, fundamentalmente, a utilização das tonalidades certas.
Era interessante como noutros tempos a confiança era muito maior, eu tinha a chave do atelier, podendo ir e sair à hora que me apetecia. As pataquinhas ganhas no final também me deram muito jeito.

Sempre que vejo agora peças de mandarim recordo-me desse meu primeiro contacto com a pintura de porcelana que, embora básica, deu-me a certeza de que essa pintura me dá muito gosto.

Setembro 2013

Celestina Rocha

Artesã Fernanda Pinheiro

Criações manuais

Como sabem gosto de fazer trabalhos manuais mas o tempo é curto por causa do emprego.
Um dia pensei em fazer um objecto diferente para oferecer a uma colega.
Assistindo a um programa na televisão em que mostraram um mocho veio-me ao pensamento fazer um porta-chaves porque ela gosta de coleccionar figuras de mocho de vários materiais.
Para ser diferente do material que geralmente utilizo acabei por optar pelo pano.
Para além dos mochos comecei a fazer vários objectos utilizando tecidos diferentes.

Setembro 2013
Fernanda Viseu Pinheiro

Artesã - Fernanda Pinheiro

“Gosto pela inovação em bijutaria”

Comecei a ter gosto de fazer peças de bijutaria há uns 7 anos atrás.

Um dia passei numa loja que vende peças e ferramentas para fazer bijutaria e comprei algumas. Principiei a fazer brincos e depois colares.

Gosto de inventar modelos e raramente duplico os mesmos.Confecciono para mim própria e para oferecer às minhas irmãs e amigas. Não são para venda, só uma vez, há 3 anos uma amiga viu umas peças minhas e perguntou-me porque não vender e eu disse que não tenho tempo, servem apenas como “hobby”, ela insistiu em ajudar-me a vender e conseguiu vendê-las todas.

Fiz também umas peças para oferecer à paróquia para as vendas de Natal do ano passado.

Gosto muito deste meu “hobby” e sempre que tenho um tempo vago dedico-me a criar novos modelos. Presentemente tenho uma colecção de brincos e colares na ordem das cem unidades.
Fernanda Pinheiro

Rigoberto do Rosário Jr. (Api)

Nome artístico: Api Rosário
Nome real: Rigoberto do Rosário Jr.
Naturalidade: Macau, 1949.

Instrumentos: Guitarra, baixo, bateria, teclados, ukelele, cavaquinho e gaita.
Aulas de música: Colégio D. Bosco (3 anos durante a década dos 1950) e Escola de Música do Sindicato dos Músicos Filipinos de HongKong (década de 1970).

Bandas: (Ásia) The Colorful Diamonds, The Balck Cats, The Thundres, Jimmy’s Trio e Shutlooks. (Brasil) Orpheu’s Quartet, D’showbiz, Oswaldo Sandoli e sua orquestra e como solista (one-man-band).
Composições gravadas em discos: She’s in HongKong, A minha tristeza, Look at my eyes, My love is a dream, I won´t say goodbye, Macau, Namorado ciumento, My little boy e Goodbye my friend.

Discos: She’s in HongKong (1967), Look at my eyes (1969), Summer Fun (1970) e Macau (1971).

Locais de apresentações: Festas particulares, feiras/exposições, clubes sociais, teatros, hotéis, casas nocturna, Tvs, rádios, shopping malls, restaurantes, pubs e estádios desportivos.
Números de espectadores (shows ao vivo): 2 a 50.000. Tvs e rádios (sem pesquisas).
O gosto pela música foi influenciado pelo seu avô materno, que foi flautista da orquestra filarmónica do Dr. Pedro Lobo (Macau). Aos 6 anos de idade, frequentava os ensaios da orquestra, que eram realizados na residência do radialista Johnny Álvares ou no Teatro D. Pedro V, nas vésperas dos concertos. Apaixonou-se pelo trombone, e "fabricou" manualmente o seu próprio. Era composto de um chuveiro e alguns canos velhos da casa, que acabara de trocar pelo "técnico" ambulante "Hu-Wot".
Quando recebeu de presente um ukelele, abandonou o velho "trombone", e começou a imitar o Elvis Presley, que começava a sua fama na Ásia também.
O seu avô materno faleceu repentinamente, e isso causou-lhe um choque aos seus 11 anos de idade. Como ditavam os antigos costumes de Macau, ficou de luto com a restante família por um longo período. Sem cinemas e outros poucos entretenimentos da época economizou o dinheiro que recebia dos pais, semanalmente, até ter o suficiente para comprar a sua primeira guitarra acústica.
Aprendeu os primeiros acordes com alguns "professores" amigos e por meio de livros.
Participou na primeira formação do conjunto "The Colorful Diamonds" (1963), que teve a primeira apresentação pública no Colégio Santa Rosa de Lima (Macau) no mesmo ano.
Aos 14 anos de idade, cantou publicamente pela primeira vez, uma canção que lhe rendeu a coragem na qualidade de cantor-solista. Aos 15 anos, a sua primeira composição "A minha tristeza", foi apresentada no II Festival de Música de Macau, realizado no Teatro Cheng Peng classificando-se no segundo lugar.
Durante os acontecimentos do 1-2-3, actuava no Hotel Estoril (Macau) com o conjunto The Thunders. Como havia a lei marcial, teve um público de apenas um casal-hóspede do hotel. Foi a menor plateia que teve durante toda a sua carreira de músico.
Tentou, com os Thunders, outros dois festivais realizados em HongKong, conseguindo a primeira classificação na TVB (Star Show), que lhes deu o direito à gravação de um disco comercial na EMI-Columbia-HK. A sua composição "She´s in HongKong", vencedora do festival, tornou-se num hit nas TVs e rádios de HongKong e Macau, além de ter sido campeão de vendas da EMI naquela época. Com esse resultado, o gerente-geral da EMI (Robert Ascott), aprovou imediatamente as gravações de outros 3 discos.
Com a separação dos Thunders em HongKong, trabalhou com o Jimmy’s Trio e Shutlooks, até à sua emigração para o Brasil (1974).
Ao chegar no Brasil, enfrentou os primeiros dois anos com muitas dificuldades, por não conhecer ninguém ligado ao showbusiness. Foram muitas as decepções, até chegar ao ponto de querer vender a sua guitarra que trouxera na bagagem.
Deixou os seus planos de ser músico no Brasil e começou a trabalhar na aviação, como balconista-vendedor numa das lojas da companhia aérea Varig.
Um dia, apareceu na loja um dos músicos brasileiros que ele tinha conhecido em HongKong e foi o recomeço da sua carreira musical. Este músico regressava recentemente da Europa com uma banda e necessitava de um guitarrista e cantor para músicas norte-americanas. Após uma entrevista e "exame", foi admitido no Orpheu’s Quartet. Além das canções norte-americanas, havia o Samba obrigatoriamente. Como fazer, se ele nunca tocou este ritmo antes? Com auxílio dos novos colegas, lá resolveu o "problema".
Outro obstáculo inesperado. Para trabalhar como músico no Brasil, necessitava de uma licença da Ordem dos Músicos do Brasil. E para  isso, teria de fazer um exame que consistia na leitura de partituras. O Api enfrentou esta etapa com bastante facilidade, graças às aulas que teve no Colégio D. Bosco de Macau e da Escola de Música do Sindicato de Músicos Filipinos em HongKong.
Foram vários anos de trabalho com o Orpheu's Quartet, a começar pelo Happy Hour nos bares de hotéis em São Paulo até viagens para muitas cidades brasileiras, rádios e TVs.
Após o término do quarteto,  foi contratado pela orquestra do Oswaldo Sandoli, que era composta de 28 músicos. Foi aí que ele expôs o seu estilo de jazz (Tony Bennett e Frank Sinatra), que agradou muito ao público adulto da época. As viagens continuaram até que resolveu formar o seu próprio conjunto musical D’ Showbiz, especializado na música dos anos 60 e 70. Estava na moda.
Como surgiram muitas bandas novas na época, isso causou um declínio de preços, além da crise financeira dos anos 80. Afastou-se do cenário para "ver e esperar".
Em 2000, o conjunto Thunders juntou-se novamente, por lazer. Resultado: Foram contratados para apresentações no Encontro dos Macaenses em 2004 e nos Jogos de Lusofonia 2006, ambos realizados em Macau.
Hoje, ele compõe, toca e grava na sua residência, música para jingles comerciais de rádio e fundo musical para e-books, além de ter mais de 70 composições em português, inglês, chinês e patuá, para serem gravadas futuramente.
 

Carlos Manhão


     Nesta edição apresentamos a Tuna Macaense e o fundador da Associação Musical Tuna Macaense, Carlos da Silva Manhão.

Há mais de um século, existiam em Macau, agrupamentos musicais vulgarmente conhecidos por Tunas. A mais antiga data de 1800 e ficou conhecida por a Tuna Alegria.
As mais populares que existiam eram as Tunas Harmonia Popular, Tuna Águia, Tuna Jusical, Tuna Camélia e Grupos Bragarinhos, entre outros tantos.

Os instrumentos musicais utilizados eram, principalmente, cordofones, destacando-se igualmente as violas e os bandolins. Havia uma tuna infantil, composta por crianças de tenra idade que tocavam harmónica, que era dirigida por uma esbelta e elegante senhora que se chamava Laura Pereira Manhão (Áda).

Por ocasião do Carnaval, as tunas abrilhantavam as inúmeras festas carnavalescas da cidade, nas quais sobressaíam as alegres e populares marchas. Para além de assaltos às casas, nalgumas das quais eram servidos chás gordos, organizavam-se desfiles dos mascarados que circulavam pelas ruas da cidade.

A Tuna Macaense surgiu na década de 1960, com cerca de 30 instrumentos, possivelmente formada por elementos que integravam os diversos conjuntos que, gradualmente se foram extinguindo.

Carlos da Silva Manhão nasceu em Macau em 1950. Filho de pais Macaenses, estudou na Escola Comercial Pedro Nolasco e cedo revelou a sua paixão pela música, principalmente pelas canções das tunas.

Em 1982 fez parte da Tuna Macaense que era formada por nove elementos, Carlos Manhão, António Amante, António Canhota, António Lopes, Alfredo Neves, José Silvestre, Mário Lameiras, Mário Trabuco e Rui Coelho.

Graças à persistência de Carlos Manhão foram conseguidas as instalações provisórias para a Tuna na Pousada de Mong-Há, com o apoio da Direcção dos Serviços de Turismo de Macau (DSTM). Era neste local que decorriam os ensaios e preparativos da Tuna para as suas digressões ao estrangeiro.

Com o apoio da DSTM, esta foi a primeira Tuna a gravar uma cassete composta por onze temas musicais, todos em patuá, com letras da autoria de José dos Santos Ferreira (Adé) e interpretados por Carlos Manhão. Estas canções foram posteriormente reeditadas em disco digital.

Fizeram diversas actuações, uma das quais em Malaca-Singapura quando participaram no Travel Fair 82.

Em Março de 1983, deslocaram-se a Portugal para participarem na Semana de Macau, que teve lugar no Casino de Estoril. Neste evento houve a exibição da comida tradicional Macaense, das danças do leão e do dragão e de danças folclóricas acompanhadas pela Tuna.

A 10 de Junho de 1983, aquando da comemoração do Dia de Portugal (ou Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas), a Tuna foi agraciada com a medalha de Mérito Cultural no Palácio de Governo. Neste dia o Rancho Folclórico de Portugal deslocou-se a Macau para participar no mesmo evento.

Em Setembro de 1984 a Tuna teve a sua participação plena na Noite à portuguesa, realizada na Fortaleza do Monte, tendo actuado por diversas vezes com o seu reportório de música portuguesa.

A Tuna Macaense foi ainda convidada em Novembro do mesmo ano a tocar no Portuguese Food Festival no restaurante Vasco da Gama do Hotel Royal. Marcaram presença, igualmente, em vários eventos.

Actualmente a Tuna Macaense continua muito activa em Macau e os seus elementos foram sendo substituídos ao longo dos anos. Os instrumentos são muito mais sofisticados, como as guitarras eléctricas, o órgão e a bateria, entre outros.


  

Charlie Santos

Nesta edição vamos falar de Charlie Santos

Carlos Alberto da Silva Santos, mais conhecido por Charlie Santos e Canicha para a família e amigos.
Nasceu em Lisboa, filho de pai português (Sr. Arnaldo da Silva Santos) e mãe macaense (D. Maria Quevedo da Silva), terceiro de seis irmãos.
Em 1953 foi viver com os pais em Macau onde frequentou a Escola Infantil, tempos difíceis, não conseguindo comunicar em chinês, tinha uma vida muito solitária.
A sua maior alegria era quando a sua mãe dava uma mãozinha à avó e aos tios no Café/Restaurante Cecília, que era na altura frequentado pelos militares metropolitanos, onde ele podia brincar e falar em português.
Foi também no Cecília que começou a gostar de ouvir o "rock & roll" pois quando se ouviam Elvis, Pat Boone, Paul Anka, Connie Francis, os Platters, e outros mais.
A adolescência já foi bem mais alegre.
Estudou  na Escola Comercial Pedro Nolasco de 1961 a 1966 tendo como "hobbies" preferidos a música pop e a prática desportiva de Hockey em Campo.
No ano de 1966 conheceu o seu primeiro emprego no Hotel/Casino Estoril até ao dia 23 de Dezembro de 1967, altura em que imigrou para o Brasil, a bordo do navio MSV Tjitjalenka.
Quando criança, sonhava em ser um compositor de música "pop", como Paul Anka, Buddy Holly, Neil Sedaka, e outros mais.
Nas férias de Verão de 1963, com um violão adquirido em 3ª mão e com a ajuda de uma velha revista especializada, começou a aprender os primeiros acordes. Alguns meses depois, conhecendo apenas uns poucos acordes, já "inventava" algumas melodias com o violão.
Só em 1968, já no Brasil, finalizou a sua primeira composição, "All I Wanna Do is Cry", vindo finalmente a gravá-la pela 1ª vez em 1992. Também no mesmo ano de 92 compôs e interpretou o hino da Associação da Casa de Macau, intitulado Casa de Macau, uma canção muito apreciada pelas comunidades macaenses espalhadas pelo mundo fora.
Presentemente tem mais de 50 canções pop gravadas em CDs.
Sugerimos uma navegação ao interessante site do Charlie.

17 de Dezembro de 2011